Parque dos dinossauros
No Cariri repousam fósseis de 120 milhões de anos, o que o levou a sediar o primeiro Geopark das Américas.
Santana do Cariri pode ser considerada a capital brasileira dos dinossauros. É lá que está o maior depósito de fósseis de pterossauros (primos voadores dos dinossauros) do mundo. Eles viveram na região da Chapada do Araripe há cerca de 120 milhões anos, e assim como peixes e plantas, foram preservados pela alta salinidade do solo. Foi lá que os cientistas encontraram um exemplar que provavelmente deu origem ao temido Tiranossauro Rex. Mais baixinho e ágil, o bicho recebeu o nome de Santanaraptor placidus. Seu estado de conservação permitiu que até os vasos sanguíneos fossem examinados.
No Museu de Paleontologia da cidade, é possível ver as famosas Pedra Cariri, ou pedras de peixe, que guardam exemplares pré-históricos perfeitos, como em um ovo. Há também fósseis de peixes em perfeito estado. Chamam a atenção os peixes que morreram na hora do almoço: com outros peixes na boca.
A Pedra Cariri é com se fosse uma foto de milhões de anos, exibindo folhas e piabinhas do tempo dos dinossauros, que costumam servir de piso para as casas da região.
Em 2005 o governo do Ceará enviou à Unesco um pedido para instalar um Geopark (parque para proteção de territórios com valor geológico e paleontológico) na região da Chapada do Araripe. Em dezembro de 2006, o parque foi criado oficialmente. Abrangendo uma área de cinco mil quilômetros quadrados, ele espalha-se pelas cidades de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte e Missão Velha. São nove geotopes, pontos de maior incidência de fósseis, marcados com colunas.
Ainda não há muito para se ver, mas o projeto inclui a viabilização de estrutura turística nos geotopes.
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