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Mostrando postagens de março, 2007

Uma Rocinha para estoniano ver

Nove horas do domingo. Três estonianos embarcam em uma van na porta do hotel em Copacabana. Acomodam-se ao lado de quatro franceses. A guia, que até o momento falava francês, informa que o passeio será em inglês. Cena convencional, o destino não muito: favelas da Rocinha e Vila Canoas, duas comunidades pobres e de realidades opostas. O Favela Tour, roteiro de três horas de duração, é realizado diariamente há 14 anos. Apesar de inusitado, não há conotação de safári no passeio. Quem faz o trajeto, alternativo, busca uma visão mais ampla sobre as desigualdades sociais da cidade. Em carro fechado, com orientação para evitar fotografar determinados locais e não usar binóculos, os turistas recebem informações sobre segurança e economia no Brasil. Divulgado em guias internacionais, o Favela Tour é apresentado em folhetos e páginas na internet em inglês. A procura parte essencialmente de estrangeiros. Segundo o proprietário, Marcelo Armstrong, os turistas daqui ainda têm preconceito em relação...