O que você pode encontrar andando por Florianópolis:

– Um homem tocando harpa em plena rua principal (um calçadão).

– Uma multidão em volta de velhinhos que jogam dominó (e um dominódromo, com telhado e tudo, na Lagoa).

– Vendedores mirins (índios) de chiclete falando portunhol: “quieres caramelos?”.

– Tumulto no ônibus, geralmente brasileiro tretando com argentino.

– Pessoas sentadas na Praça XV, lendo tranquilamente seu livro (é a praça principal da cidade, em pleno centro) .

– Um Mercado Municipal que tem, de um lado, 60% de peixarias, e do outro, um corredor onde só se vende sapato (milhares de sandálias de plástico em promoção. Sim, é o céu).

– Um bairro inteirinho com pessoas do mesmo país, onde só se fala espanhol e gente que se acha um tantinho desfila com suas camisas polo bem passadas. (Eles saem do país deles para ficarem na praia com menos atrativos naturais e só encontrarem seus conterrâneos. Acho estranho).

-Uma placa, dentro da ilha, indicando: “Florianópolis” e aquelas setinhas indicando para seguir a estrada. (Detalhe: a ilha inteira é Florianópolis, e dentro dela existem estradas).

-Motoristas e cobradores de óculos escuros, encostados nos ônibus, se achando as últimas vagas para o ano-novo em Copacabana. (Ser cobrador e motorista em Floripa é profissão de status. Eu acho o máximo que eles se achem! Afinal, passar o dia dirigindo pelas praias e vendo gringas bonitas não deve ser tão ruim...

[Nota de 2025: perdi todas as fotos da minha vida em Florianópolis. A iluminação foi feita agora, com Gemini Flash]

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