Tô me guardando pra quando o furacão chegar

Um belo dia, durante minha temporada em Florianópolis, acordei com a notícia de que um ciclone extratropical estava chegando no litoral. Havia uma discordância, que até hoje não foi resolvida, sobre se era mesmo um furacão. O certo é que ninguém botou uma fé. No Jornal do Almoço, a primeira chamada foi: “Procissão de Nosso Senhor dos Passos acontece amanhã”. Depois de um tempão: ”e, a seguir, no próximo bloco: furacão se aproxima da costa”.

Para um jornal que tinha matérias do tipo: “baleia encalha na praia”, e “confira a chegada do Papai Noel no Beira Mar Shopping”, era uma super oportunidade, que não foi muito aproveitada.
Pois bem, eu também sofra de falta de assunto, e liguei para São Paulo super empolgada: “pai, vai ter um furacão aqui!!!”. Qual foi minha decepção… Ele disse que já sabia…
De noite, na hora marcada para a chegada do dito cujo, a ansiedade tomou conta e eu e uma amiga resolvemos ir para praia ver o furacão. Como se fossem fogos de artifício.
Nos pontos de ônibus, ninguém alarmado: era sábado e eles estavam indo para a balada.
Começou a ventar. A ventar muito. No resto do Estado, casas desmontaram como se fossem de Lego. O furacão não passou por Floripa. Caso contrário, como bem disse meu pai, nós teríamos ido parar no norte da Argentina.

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