Ilha da moça faceira, da velha rendeira tradicional

Florianópolis é um lugar cheio de história, recantos inimagináveis de tão bonitos, que doem a vista por sua perfeição. É a terra do vento, que nesse momento sopra furiosamente, como no dia do furacão. É onde ser motorista e cobrador de ônibus é profissão de status, em que esses mesmos funcionários falam um portunhol hilário, e os passageiros sempre tendem a invocar São Paulo ou Rio quando querem exemplificar: “imagine se fosse no Rio…”.

Rio, São Paulo. Perto, mas há milhares de quilômetros da cabeça de alguns manezinhos, que até gostam dos filhos, mas usam a psicologia do grito para educá-los. Pessoas que, no interior da ilha, montam em sua cabeça como deve ser fantástico o metrô (será que tem banco?).

Morar aqui é respeitá-los. Não está certo colonizar a ilha, que é deles. Mas acontece muito. As pessoas vem para o cenário, não para a cidade – que é o conjunto de terras e gente.

[Crédito da imagem: Pixabay]

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